O mistério por trás dos infames grafites do sigiloso britânico Banksy
"Por Trás das Paredes", uma biografia não autorizada, joga mais luz sobre a misteriosa trajetória do grafiteiro mais conhecido do mundo
Ainda no calor da discussão sobre biografias não autorizadas no Brasil, chega às livrarias do país Por Trás das Paredes (Nossa Cultura, R$ 45), livro que conta a trajetória do grafiteiro mais conhecido do mundo, o britânico Banksy, famoso tanto por suas obras provocantes quanto pela insistência em manter em sigilo sua identidade. A publicação, lançada em fevereiro passado nos EUA, foi escrita por Will Ellsworth-Jones, ex-editor das revistas dos conceituados jornais ingleses The Independent e The Telegraph.
Se você espera descobrir no livro quem foi o primeiro amor do grafiteiro, sua cor de cabelo, que apelido tinha no ginásio e curiosidades do gênero, pode esquecer. “Este livro não tem a menor intenção de desmascará-lo”, entrega o autor logo na introdução. “A maioria de nós aprecia o seu mistério”, argumenta. O objetivo de Ellsworth-Jones é outro: contar a história do artista que foi do underground ao hype, contextualizando sua obra no mundo das artes.
Se você espera descobrir no livro quem foi o primeiro amor do grafiteiro, sua cor de cabelo, que apelido tinha no ginásio e curiosidades do gênero, pode esquecer. “Este livro não tem a menor intenção de desmascará-lo”, entrega o autor logo na introdução. “A maioria de nós aprecia o seu mistério”, argumenta. O objetivo de Ellsworth-Jones é outro: contar a história do artista que foi do underground ao hype, contextualizando sua obra no mundo das artes.
Nascido nos anos 70, Banksy passou seus primeiros anos colorindo as ruas de sua Bristol
natal, usando o codinome Robin Banx, uma mistura de Robin Hood com a futura assinatura. O ponto de partida da biografia é sua lendária “invasão” à Tate Britain, em 2003, quando entrou com uma sacola de papel enorme no museu londrino e fixou um quadro seu em uma das salas – Banksy chegou a fazer o mesmo em outras instituições ao redor do mundo, como MoMA e Louvre, sem nunca ser pego. Alcançou o status de celebridade internacional, concorrendo até ao Oscar com seu documentário Exit Through the Gift Shop (2010). No mesmo ano, foi eleito uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time e hoje suas obras enfeitam as paredes das casas de astros do cinema e da música, como Angelina Jolie e Brad Pitt e Christina Aguilera.
natal, usando o codinome Robin Banx, uma mistura de Robin Hood com a futura assinatura. O ponto de partida da biografia é sua lendária “invasão” à Tate Britain, em 2003, quando entrou com uma sacola de papel enorme no museu londrino e fixou um quadro seu em uma das salas – Banksy chegou a fazer o mesmo em outras instituições ao redor do mundo, como MoMA e Louvre, sem nunca ser pego. Alcançou o status de celebridade internacional, concorrendo até ao Oscar com seu documentário Exit Through the Gift Shop (2010). No mesmo ano, foi eleito uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time e hoje suas obras enfeitam as paredes das casas de astros do cinema e da música, como Angelina Jolie e Brad Pitt e Christina Aguilera.
Uma das boas sacadas do livro é recapitular a iconografia do artista, desde seus ursinhos e porquinhos segurando bombas a ratos com cartazes de protesto e frases irônicas. A publicação também mergulha em outros pontos de ebulição em torno da sua arte. O capítulo “Os Negócios de Banksy” detalha os bastidores do leilão da Sotheby’s em 2008, que tinha entre as obras uma colaboração do artista com Damien Hirst, vendida por US$ 1,8 milhão. O livro explica ainda a absurda movimentação comercial em torna das fachadas que pinta. Muitas pessoas que possuem grafites seus nas paredes de casa retiram a obra (e parte do concreto junto) para vender a peça em leilões de arte por valores exorbitantes.
Amigos e inimigos também dão pinta na publicação. Um comparsa da invasão à Tate relembra a conversa dos dois minutos antes da entrada; o rival (e lenda do grafite local) Robbo conta como Banksy, no primeiro encontro dos dois, lhe deu uma megaesnobada, dizendo que nunca tinha ouvido falar nele – o que gerou uma subsequente “graffiti war” entre os dois; e,como não podia faltar, a biografia desvenda a figura de Jo Brooks, RP que filtra todo e qualquer contato a ser feito com o artista. Foi ele, inclusive, quem exigiu expressamente o rótulo “conteúdo não autorizado” na capa do livro. Rebeldia ou autopromoção? Cabe a você decidir. (NÔ MELLO)
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