sábado, 24 de junho de 2017

Atleta virtual tem números dignos de Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi, mas teve impacto também na vida real de seu criador ao se transformam em atenuante de perda familiar.


Ivica Strok, o maior jogador de futebol de todos os tempos – no mundo dos games

Atleta virtual tem números dignos de Cristiano Ronaldo ou Lionel Messi, mas teve impacto também na vida real de seu criador ao se transformam em atenuante de perda familiar.

Strok ganhou até um rosto quando o gamer Jonny Sharples criou sua


Ivica Strok ganhou todo os troféus possíveis para um jogador de futebol. Tem uma legião fiel de seguidores nas redes sociais e ajudou o Glasgow Celtic, clube da Escócia, a se transformar em um dos gigantes do mundo da bola.


Claro que quem leu o parágrafo anterior achou alguma coisa estranha: Strok é um lenda tão virtual quanto os quatro títulos da Liga dos Campeões que conquistou com o Celtic ou os 836 gols marcados.
Todos só existem no mundo dos games.
Strok foi desenvolvido pelo britânico Jonny Sharples, um fã inveterado de Football Manager, videogame que simula a carreira de treinadores e dirigentes de futebol - de treinamentos à compra e venda de atletas.
O jogo não se limita aos clubes e jogadores mais famosos do mundo, e gamers criaram o hábito de tentar levar equipes desconhecidas a alturas que seriam impossíveis na vida real. Também costumam investir em atletas desconhecidos ou inventados.
Foi o que fez Sharples ao "contratar" um jovem croata de 18 anos em 2020. Isso mesmo: em Football Manager os anos passam mais depressa. O problema é que isso decreta a aposentadoria de jogadores da vida real. E a solução oferecida pelo próprio jogo é produzir atletas fictícios - chamados regen.
Ivica Strok é um deles.
Jonny Sharples exibe uma camisa do Celtic com o nome do jogador. (Foto: Arquivo Pessoal/Jonny Sharples)Jonny Sharples exibe uma camisa do Celtic com o nome do jogador. (Foto: Arquivo Pessoal/Jonny Sharples)
Jonny Sharples exibe uma camisa do Celtic com o nome do jogador. (Foto: Arquivo Pessoal/Jonny Sharples)

A transação foi uma bênção para Sharples e para o clube por ele escolhido, o Celtic: em duas décadas de carreira, Strok levou o clube escocês a uma procissão de títulos. O atacante foi ainda campeão da Eurocopa de 2032 com a seleção da Croácia, além de por várias vezes ter sido o maior artilheiro da Europa.
Sua fama no mundo real, porém, não veio dos feitos no campo virtual: em dezembro 2014, Sharples recebeu um telefonema trágico.
"Minha irmã ligou para contar que nosso irmão mais velho, Simon, tinha se matado. Fiquei arrasado, e o único lugar para onde podia escapar era o computador e a vida de Ivica Strok", explica o escocês.
"Foi o que permitiu que minha dor passasse".
Sharples ficou tão imerso na vida de Strok que até criou contas para o jogador virtual em redes sociais.
"Senti-me um pouco como o doutor Frankenstein, porque dei vida a meu monstro. A reputação dele começou a crescer, o número de seguirdores a aumentar. Ivica deixou o mundo virtual", explica o gamer.
Sharples teve, então, a ideia de usar a fama do personagem para ajudar a "criar consciência sobre os problemas mentais a ajudar a prevenir suicídios".
Isso incluiu um jogo fictício de despedida para celebrar a aposentadoria de Strok, para arrecadar dinheiro para uma instituição de caridade. O total, US$ 1 mil, não foi nada graúdo se comparado ao dinheiro que circula no futebol, mas foi o suficiente para chamar a atenção do Museu Nacional do Futebol do Reino Unido, que durante nove meses exibiu uma cópia do programa junto a uma camisa do Celtic com o nome de Strok e o número 10.
"Ficou no mesmo prédio com verdadeiras lendas do esporte, como Pelé, Mardona e Messi", diz Sharples, surpreso.
O caso chamou também a atenção de ONGs de prevenção de suicídios e mesmo do clube escocês. Como consequência, Strok "deu" várias entrevistas para publicações britânicas e estrangeiras.

A pedido dos professores se inspiraram no brinquedo que é mania entre crianças para sugerir reflexões dignas de vestibular.

Hand spinners são debatidos por professores de física e de matemática; veja questão inspirada no Enem

  A pedido dos professores se inspiraram no brinquedo que é mania entre crianças para sugerir reflexões dignas de vestibular.



Hand spinners são debatidos por professores de física e de matemática; veja questão inspirada no Enem

Não só de dor de cabeça para pais e professores vive o hand spinner, brinquedo que é febre entre crianças do mundo todo. A pequena hélice rende boas questões de matemática e de física, com conceitos que poderiam até mesmo ser cobrados em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).


O funcionamento do spinner em si é uma questão física. "Existe uma propriedade de todo corpo constituído de matéria, a inércia: se um corpo está parado, assim permanece. Se o colocarmos em movimento, ele mantém uma trajetória constante. No caso, ele gira. É uma experiência que toda criança já fez, de se girar em torno de si mesmo em uma cadeira de escritório", explica o professor de física do Anglo Vestibulares, Carlos Marmo.
(Veja abaixo exemplo de questão de física elaborada por Marmo)
Uma questão comum em vestibulares é a demonstração de forças exercidas sobre o objeto. "As forças que agem sobre cada um desses disquinhos é chamada de resultante centrípeta. É uma questão de rápida solução, com a aplicação da Segunda Lei de Newton. A resultante é a força que a peça de plástico exerce sobre o disco: a massa dele vezes o quadrado da velocidade, dividido pelo raio da trajetória", ensina Marmo.

Efeito estroboscópico

 (Foto: Reprodução/TV Globo)
Outro ponto levantado pelo professor é o chamado efeito estroboscópico. "Lâmpadas fluorescentes piscam muito rapidamente. Digamos que ela dispare 10 vezes por segundo e que o disco atinja a velocidade de 10 voltas por segundo. O observador vai ver o spinner parado no mesmo lugar. Se a lâmpada pisca em frequência maior ou menor que o giro do disco, vai parecer que ele está virando para um lado ou para o outro", comenta o professor.

Matemática

Desafiado a pensar questões sobre o brinquedo, o coordenador de matemática do Colégio Bandeirantes, Carlos Oliveira, se animou. "O objeto tem um desenho que permite cobrar conceitos interessantes não só de geometria plana e espacial, mas também de ordem de rotação", afirma.
O primeiro ponto que chamou a atenção do professor Oliveira foram as possibilidades de rotação do objeto. "Depois de um giro de 1200°, qual seria a posição das pás do brinquedo? O estudante precisa saber que este número significa três voltas de 360° mais uma de 120° para obter a resposta", explica.

Simetria de rotação

Ainda trabalhando com número de rotações, Oliveira propõe outro desafio: em um giro completo, quantas vezes o spinner repete a posição original? "Se ele tem três pás, é uma rotação de ordem 3. Assim, num giro completo, veremos o objeto três vezes na posição original. Se girarmos um remo em torno do centro, veremos a ordem de rotação de 2. Esse conceito matemático se chama simetria de rotação", comenta o professor.

Distância percorrida

O professor também propôs calcular a distância percorrida pelo spinner em um tempo determinado, como cinco minutos. "Sabendo o raio do objeto e quantas voltas ele dá em um segundo, conseguimos a grandeza da distância percorrida. É uma questão simples, mas é interessante notar que como esse brinquedo gira muito, pode ser que em cinco minutos, por exemplo, ele percorra bons metros", brinca Oliveira.

Cálculo da área


Por fim, a boa e velha geometria se aplica ao objeto. "São arcos de circunferência, semicírculos tirados uns dos outros. O aluno pode calcular a área da figura por composição e diferença de área, além de ter questões interessantes se colocarmos espessura na jogada. O examinador pode pedir o volume do brinquedo em milímetros cúbicos, para o qual o estudante precisa fazer um cálculo de cilindro cheio e vazado", explica o professor.

EXEMPLO DE QUESTÃO DE FÍSICA SOBRE OS SPINNERS

(Questão elaborada pelo professor de física do Anglo Vestibulares, Carlos Marmo)
QUESTÃO: De acordo com a 1ª Lei de Newton, quanto maior for a massa de um corpo, maior será a sua inércia de translação. Assim, quanto maior for a quantidade de matéria distante do eixo de rotação, maior será a inércia de rotação de um corpo em relação a esse eixo. Uma aplicação prática desse princípio físico é o brinquedo hand spinner, uma verdadeira febre no mundo todo.
Trata-se de uma peça plástica em formato de Y. Cada uma das suas extremidades arredondadas abriga um disco metálico maciço. No centro, há um rolamento protegido por duas tampas plásticas. Ao segurar o hand spinner por essas tampas, pode-se fazê-lo girar por alguns minutos.
Interessado em adquirir um desses, você se dirige a uma loja de brinquedos. O vendedor lhe oferece três modelos diferentes, ilustrados a seguir, em escala.

 (Foto: )

Note que a grandeza das massas de cada um dos discos metálicos estão indicadas na figura, simbolizadas pela letra “m”.

Suponha que esses três modelos sejam postos para girar, com mesma velocidade angular inicial. Qual (ais) deles tenderia (m) a girar por mais tempo? 
) O modelo 1 tende a girar por mais tempo, pois sua inércia de rotação é menor.
b) O modelo 2 tende a girar por mais tempo, pois sua inércia de rotação é menor.
c) O modelo 3 tende a girar por mais tempo, pois sua inércia de rotação é menor.
d) O modelo 1 tende a girar por mais tempo, pois sua inércia de rotação é maior.
e) O modelo 3 tende a girar por mais tempo, pois sua inércia de rotação é maior.
Resolução:
I) Os modelos 1 e 2 possuem mesmo tamanho, ou seja, seus discos metálicos estão à mesma distância dos seus eixos de rotação. No entanto, os discos do modelo 2 possuem o dobro da massa dos discos do modelo 1. Logo, a inércia de rotação do modelo 2 é maior que a inércia de rotação do modelo 1 e, por isso, o modelo 2 tende a girar por mais tempo que o modelo 1.
II) Os discos metálicos dos modelos 2 e 3 possuem mesmas massas. No entanto, os discos do modelo 3 estão mais distantes do eixo de rotação. Logo, a inércia de rotação do modelo 3 é maior que a inércia de rotação do modelo 2 e, por isso, o modelo 3 tende a girar por mais tempo que o modelo 2.
A partir de (I) e (II), concluímos que o modelo 3 tende a girar por mais tempo, pois sua inércia de rotação é maior que a dos modelos 1 e 2.

Jogos 'Fidget Spinner' e 'Hand Spinner' simulam produtos que viraram moda entre jovens. Games estão bem cotados nas listas do Google Play e da App Store.

Spinners inspiram games e aparecem na lista de mais baixados de smartphones

Jogos 'Fidget Spinner' e 'Hand Spinner' simulam produtos que viraram moda entre jovens. Games estão bem cotados nas listas do Google Play e da App Store.




Imagens do jogo 'Fidget Spinner' (Foto: Divulgação)




s games "Fidget Spinner" e "Hand Spinner" aparecem em destaque entre os mais baixados nas listas do Google Play e da App Store.

"Fidget Spinner" lidera a lista de jogos gratuitos na Google Play, a loja de aplicativos para aparelhos com sistema Android.

O jogo que simula um spinner também está na 26ª posição na lista de aplicativos gratuitos mais baixados na App Store, loja virtual da Apple. A lista leva em conta todos os aplicativos.
Nos games, os jogadores somam pontos conforme fazem seus spinners girarem. Para isso, têm de passar os dedos na tela, como se dessem impulso ao gadget. O fator complicador é que possuem um número limitado de vezes para rodar.
Com mecânica de jogo parecida, "Hand Spinner" estava nesta segunda-feira (19) na 28ª posição na lista de jogos gratuitos mais baixados da Google Play.
O "Fidget Spinner" tem quatro tipos de spinners grátis e oito "especiais" que são desbloqueados a partir de pagamento do usuário ou de acordo com objetivos desbloqueados. Há ainda um ranking dos melhores jogadores.


O que é spinner?

O spinner é um brinquedo de uma hélice com pontas feita de plástico e metal. O mais normal é que se brinque com a ponta dos dedos, mas há quem bote na cabeça, no nariz e até na língua.
O spinner foi criado no início da década de 90 para ajudar no tratamento de crianças com déficit de atenção. Mas, de repente, virou moda, inclusive no Brasil.

Essa pequena bugiganga já rodou o mundo. É sucesso nos Estados Unidos, na Europa, um legítimo produto “made in china.”

Em abril, uma fábrica que fica na cidade de Yimu, na China, chegou a produzir até 80 mil unidades por dia. Agora a demanda já diminuiu.


Criança brinca com spinner em seus pés (Foto: Reprodução/Globo)