sexta-feira, 3 de junho de 2016

10 coisas que devemos ou não fazer ao saber de casos de estupro

10 coisas que devemos ou não fazer ao saber de casos de estupro


O caso do estupro coletivo da jovem de 16 anos no Rio de Janeiro chocou a sociedade e tem sido um dos assuntos mais comentados na internet nos últimos dias. Com a grande repercussão, as reações observadas nas redes sociais foram as mais diversas. Desde gente culpando a vítima pelo que aconteceu até debates para desconstruir pensamentos machistas e da cultura do estupro --atos e comportamentos que legitimam a violência contra a mulher.
Para colaborar com um debate positivo sobre o assunto,  reuniu dez coisas que se deve ou não fazer ao tomar conhecimento de casos de estupro.
Fontes: Luíse Bello, ativista e gerente de conteúdo e comunidade do site feminista Think Olga; Patricia Peck Pinheiro, advogada especialista em direito digital, e Thaysa Malaquias, ativista e integrante do coletivo feminista Não Me Khalo. 

O QUE FAZER

  • Denunciar

    Ao receber um vídeo e/ou imagem que esteja expondo a intimidade de outra pessoa, a decisão mais correta é denunciar esse conteúdo para que ele pare de circular o mais rápido possível. Toda ferramenta social (Whatsapp, Facebook, Instagram, entre outras redes) possui um canal de denúncia, portanto, o primeiro passo é procurar esse espaço. Outros sites também são úteis para o cidadão comum que deseja denunciar esse tipo de material, como o Atendimento Cidadão (www.cidadao.mpf.mp.br) e o Digi-Denúncia (www.prsp.mpf.gov.br/aplicativos/digi-denuncia), ambos do MPF (Ministério Público Federal), e o Safernet Helpline (www.new.safernet.org.br/helpline). Essas denúncias auxiliam a estabelecer políticas públicas de combate a permanência desses conteúdos na rede, além de virar alvo de investigações que podem chegar em grupos de pedofilia, por exemplo. Outra opção possível para denunciar é ir em qualquer delegacia com o vídeo recebido.
  • Protestar

    Uma boa maneira de protestar e mostrar indignação diante de casos como esse do Rio de Janeiro é escrever textos, discutir sobre o assunto com colegas, desconstruir pensamentos machistas de familiares e amigos e participar de manifestações nas ruas. O espaço virtual é um bom meio para disseminar conteúdo, no entanto, as pessoas tendem a ser mais agressivas na internet --muito porque se julgam protegidas pelo anonimato-- do que em um debate presencial, quando se mostram mais empáticas.
  • Conversar com quem tiver mandado vídeo e/ou imagem do crime

    Se quem tiver mandado o vídeo e/ou imagem com a intimidade de outra pessoa for algum familiar ou amigo, converse para que repense a postura. Você deve explicar que a ação de compartilhar/distribuir/possuir esse conteúdo é crime. Deixe claro que não deseja mais receber esse tipo de material novamente.
  • Discutir sobre gênero nas escolas

    Para combater a cultura do estupro, é preciso abordar a temática de gênero nas escolas com as crianças. Ignorar temas como desigualdade de gênero, consentimento e o respeito ao corpo do outro faz com que o estupro vire um tema tabu. As crianças são expostas a questões de gênero desde cedo, basta pensar em alguns ditados machistas que escutam dos pais como "amarra suas cabras, que meu bode está solto". Ao falar de gênero nas escolas, a conscientização sobre o tema será maior e, assim, a ação será focada na prevenção da violência contra a mulher e não só na punição dos casos.

O QUE NÃO FAZER

  • Questionar o comportamento da vítima

    Não importa o comportamento que a pessoa tenha, nada anula o fato de que ela foi vítima de um crime. Quando uma mulher denuncia a violência que sofreu, a reação da sociedade machista é encontrar nela algum antecedente na sua conduta que a responsabilize por isso. "Será que ela procurou?", "O que estava fazendo lá?" ou "O que ela estava vestindo?". Os detalhes da vida pessoal dela não interessam a ninguém. Quem precisa ser investigado é o acusado e não a vítima. Não raro, a sociedade costuma inverter esses papéis e passa a investigar o passado de quem sofreu o estupro e não de quem cometeu.
  • Fazer piada com o tema

    Pode parecer óbvio essa recomendação, no entanto, o estupro coletivo que aconteceu no Rio de Janeiro foi alvo de várias brincadeiras sem graça. Quem faz piada com um crime dessa magnitude não tem empatia com as mulheres em geral, já que isso pode acontecer com qualquer uma, independentemente de classe social, etnia e comportamento.
  • Eximir-se da culpa

    Muitos homens adotaram uma postura defensiva nas redes sociais, negando serem estupradores e fazerem parte da cultura do estupro. No entanto, no Brasil, a cada 11 minutos, uma mulher é estuprada e o que leva a esse crime é a aceitação geral da violência contra a mulher. Colocar os 33 envolvidos no crime do Rio como monstros os afasta da realidade. Eles são homens comuns, machistas que se sentiram no direito de violar e agredir a jovem daquela maneira. O estupro tem a ver com poder e dominação.
  • Tratar estupro como ato sexual

    Muita gente acredita que o estuprador é um cara com tesão descontrolado. No entanto, o estupro não é um ato sexual, mas, sim, um ato de poder, domínio e desigualdade de gênero. É o domínio do estuprador sobre a vítima.
  • Divulgar o vídeo e/ou imagem do crime

    Muitas mulheres ficaram indignadas com o crime e acabaram enviando o vídeo do estupro coletivo do Rio para outras pessoas. No entanto, ao compartilhar e/ou manter no seu celular um vídeo íntimo de alguém, a pessoa também está infringindo a lei. Nesse caso, pode ser responsabilizada por distribuir pornografia infantil, já que a vítima tem 16 anos. Em outras circunstâncias, a atitude poderia ser enquadrada como crime de difamação e contra a honra. O ideal é não se tornar mais um vetor a espalhar esse conteúdo nas redes sociais.
  • Tentar se aproximar da vítima

    Adicionar a vítima no Facebook ou tentar qualquer outra aproximação é um ato invasivo. Já é muito que ela tenha de lidar com os danos psicológicos causados pela violência que sofreu. A pessoa não precisa ainda receber uma série de solicitações de amizade de gente que não conhece. Em casos muito noticiados, como o do estupro coletivo no Rio de Janeiro, a vítima recebe muita atenção da mídia, além de diversas mensagens de crítica e de apoio. O importante é preservá-la ao máximo e deixá-la segura. Mostrar apoio é legal, mas deixe o perfil pessoal da vítima fora disso.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Já tombou hoje? Nova geração de cantores "lacra" contra a caretice

Já tombou hoje? Nova geração de cantores "lacra" contra a caretice


Quem reclama que não tem nada de novo e representativo na música brasileira é porque não ainda não viu uma nova geração de artistas "tombar" à sua frente. 
Mesmo sem discos completos, ou o talento já lapidado, a geração tombamento não se uniu necessariamente por uma unidade sonora. Seja no rap, no soul ou na MPB, algo maior tem fascinado um público jovem: o grito contra a caretice – na arte e na vida.
Para isso, vale se vestir como bem entender, amar quem der na telha e questionar as convenções de beleza e identidade de gênero. É o momento da "lacração". Não sabe o que é? Nem tente o dicionário. "Lacração é quando a gente aceita na nossa vida um estado de maravilhosidade. É o momento de empoderamento", explicaLiniker Barros.
Lacração é quando a gente aceita na nossa vida um estado de maravilhosidade. É o momento de empoderamento.

Prestes a completar 21 anos, e com apenas três músicas lançadas no EP"Cru" ao lado da sua banda Liniker e os Caramelows, o cantor tem tocado uma multidão por onde passa –seja nos views de seus vídeos no YouTube ou nos concorridos shows que tem feito.
Mais do que a voz rouca, que derrama em canções de levada soul, Liniker causa fascínio pelo batom na boca e a liberdade que exala no palco. Vindo de Araraquara, no interior de São Paulo, ele só tombou de vez quando ouviu da funkeira trans Linn da Quebrada: "Bicha, a senhora precisa parar de ser medrosa, bota logo uma saia, um batom".
A inspiração que já vinha da mãe, dançarina nata de samba rock que criou Liniker sozinha, enfim, transbordou pelos poros. Ele não se esquece da sensação: "Foi uma descoberta de mundo".
As Bahias Raquel Virginia e Assucena Assucena descobriam que eram trans ao mesmo tempo, durante curso de História na USP
Descobrindo o mundo

A cantora paulistana Raquel Virginia, 27, descobriu o seu momento de "tombar" quando saiu de vestido na rua pela primeira vez. "Estava morrendo de medo. Fui xingada porque na época eu não usava base. Para aquelas pessoas era algo altamente bizarro", relembra. "Foi a época mais difícil e solitária, mas foi meu momento".

Mas não só de festa vive o tombamento. "Está acontecendo um movimento político, independente de nós. Muitos paradigmas estão sendo colocados para baixo. A sociedade coloca a travesti como se a única oportunidade dela fosse o programa. Muita gente acha que eu sou garota de programa. Quando descobrem que sou uma artista de MPB, ficam chocados", conta Raquel.

Ela está à frente dos vocais e composições da banda As Bahias e a Cozinha Mineira, junto com a amiga Assucena Assucena, 28, que conheceu no curso de História na Universidade de São Paulo (USP). O questionamento do próprio gênero aconteceu ao mesmo tempo para as duas. Foi natural que dividissem o período conturbado entre si, acompanhado de doses cavalares de Gal Costa.

Do período de depressão, saiu "Mulher", o primeiro álbum, lançado em dezembro de 2015, e dedicada ao gênero que, segundo elas, começou essa revolução. "Essa liberdade começa no corpo. Eu não preciso mais ser bela, recatada e do lar. Eu vou sair como eu quiser, meu bem. Eu vou ser do jeito que eu quiser", explica Assucena.

Quando o lacre não acontece, Assucena volta ao pé da vitrola, assim como fazia quando criança em Vitória da Conquista, na Bahia. "Eu era aquele menininho viado, sabe? Ficava pela rua tentando dar aqueles agudos da Whitney Houston".
Reprodução
Tássia Reis
A parada dessa geração é a militância. E isso acontece toda vez que estamos em um momento político difícil, queremos mostrar que somos livres.
É com essa força feminina que Tássia Reis, 26, tem marcado presença no rap. Vinda de Jacareí, região metropolitana de São Paulo, começou na dança, mas descobriu um prazer escondido pela insegurança quando foi chamada, de surpresa, para rimar em um show de rap. "Aí eu senti o bafo do lacre", conta. "Eu até queria cantar, mas não achava que eu tinha capacidade. Na verdade, eu não achava que era uma grande lacradora."
Hoje ela integra coletâneas gringas e é apontada como o novo nome do rap jazz no Brasil. No palco, é uma referência fashion e de atitude, principalmente para o feminismo negro.

Será assim também nos próximos meses, quando todos eles saírem em turnê juntos. Sob o nome de "Salada de Frutas", a trupe viajará para Salvador, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo. A primeira parada, no Vento Festival, em 10 de junho, em Ilhabela (litoral paulista), contará ainda com o rapper gay Rico Dalasam.

Com a lacração garantida, o tombamento no palco é consequência. "Esse fascínio da plateia vem dessa representatividade, de ser um espelho. Eu mesmo procurei durante muito tempo um espelho que parecesse comigo", reflete Liniker.

"A parada dessa geração é a militância. E isso acontece toda vez que estamos em um momento político difícil, queremos mostrar que somos livres", "lacra" Tássia.

'Mulher não é vista como ser humano, e sim, como objeto', afirma socióloga

'Mulher não é vista como ser humano, e sim, como objeto', afirma socióloga


O estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos no Rio de Janeiro desencadeou uma ampla discussão nas redes sociais. Entre mensagens de apoio à vítima e de indignação com caso, havia também diversos comentários que apontam culpa da menina na agressão.
"Ela não deveria ter ido ao baile, não deveria estar na rua aquela hora e por isso o estupro", publicou um internauta. "Foi burra, não tem idade para beber e talvez tenha usado outras coisas, mulher tem que se preocupar se vai ser estuprada", disse outro. E um terceiro comentário afirmava que "se tivesse em casa estudando, que é o lugar certo para menina de 16 anos, isso não teria acontecido."
A socióloga e professora aposentada da USP (Universidade de São Paulo) Eva Blay afirma que o raciocínio de julgar a vítima e não os agressores está na instauração de uma cultura machista e misógina no país. "A mulher não é vista como um ser humano, e sim, como um objeto a ser usado pelo homem".
"Tem que ser claro que a culpa é sempre do estuprador", afirma Djamila Ribeiro, subsecretária de direitos humanos na Prefeitura de São Paulo. Segundo a ativista, tentar justificar a agressão é uma forma de diminuir a responsabilidade dos homens na violência.
A mulher tem o direito de estar no espaço público, de ser autônoma, de vestir o que quiser. Isso não abre espaço para ninguém a questionar ou violentar."
Djamila Ribeiro
Para a cientista política Priscila Brito, do movimento Articulação de Mulheres Brasileiras, é preciso aprofundar o debate para que a população possa combater o machismo que está por trás de crimes como esse.
"A cultura do estupro da nossa sociedade promove o discurso: que a mulher é culpada por ter provocado o estupro de alguma maneira. Ou porque ela usou roupa curta, porque seduziu o cara, porque estava andando sozinha à noite. Não é justificável, mas a cultura acaba promovendo isso. Como a gente vive em uma sociedade machista, as pessoas tendem a procurar motivos para justificar a violência contra a mulher, desde a violência doméstica até o estupro", lamentou.
Para mostrar que não há justificativa para dizer que "a mulher pediu para ser estuprada", a Eva Blay relembra casos que acompanhou e que fogem das desculpas padrões de provocação.
Existem casos dentro de escolas, dentro do próprio casamento, casos com idosas, com bebês recém-nascidos. [A única coisa que se repete] é o desejo de dominação e violência por parte do agressor."
Eva Blay
Uma mulher é estuprada no Brasil a cada 11 minutos, segundo estatística recolhida pela Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Ao todo, no Brasil, 47,6 mil mulheres foram estupradas em 2014, última estatística divulgada. No Estado do Rio, foram 5,7 mil casos.
A socióloga acredita que grandes barbáries como o caso do estupro coletivo no Rio acendem uma importante discussão sobre como a sociedade abraça a vítima e como os próximos casos serão tratados no Brasil.

Leis precisam ser cumpridas

De acordo com ela, apesar de haver lei específica para o assassinato de mulher (feminicídio) ou para a violência contra a mulher (lei Maria da Penha), elas ainda não são usadas de maneira adequada. 
"Se é que existe um lado bom nessa história, é que move debate, até o presidente interino, Michel Temer, prometeu uma movimentação para tomar providências, indicar alternativas, cobrar penalidades. Já existem leis para ajudar mulheres, mas elas precisam ser mais bem aplicadas".
Nesta sexta, o presidente interino anunciou que será criada um departamento na Polícia Federal dedicado à violência contra mulher. 

Baratos, intermediários e top de linha: saiba como escolher seu celular

Baratos, intermediários e top de linha: saiba como escolher seu celular


Em 2013, surgia no mercado de smartphones o Moto G, que causou impacto por trazer um bom desempenho por módicos R$ 649. O modelo não apenas viroucampeão de vendas da Motorola, vendendo cerca de 16 milhões de unidades no Brasil, mas levou as marcas concorrentes a lançar outros produtos com bom custo-benefício. O problema é que nos últimos anos, a crise econômica levou à alta de quase todos os celulares vendidos no país e bagunçou um pouco os perfis dos smartphones lançados por aqui.
Segundo a consultoria GFK, os atuais modelos de celulares à venda no Brasil podem ser divididos em quatro espectros, de acordo com suas faixas de preço: baixo custo, com aparelhos que custam até R$ 449; médio custo, de R$ 450 a R$ 999; alto custo, de R$ 1.000 a R$ 1.899; e premium, os acima de R$ 1.900. De um modo geral, os produtos tecnicamente acompanham essa divisão; ou seja, quanto mais caro, melhor. Mas nem sempre isso pode ser levado à risca.
Os celulares de baixo custo são para quem está adquirindo seu primeiro aparelho e/ou não tem muito dinheiro para investir. São exemplos dessa faixa os modelos One S420, da brasileira Positivo (R$ 399), e o Pixi 4, da chinesa Alcatel (R$ 351,91). Suas configurações são as mais fracas também: câmeras de no máximo 8 MP, telas pequenas e memória interna de apenas 8 GB, que não comportam muitos apps --a maioria dos bons modelos têm no mínimo 16 GB.
Mesmo para quem quer correr o risco e só quer um celular para ligar e usar o WhatsApp --provavelmente com um plano de internet móvel restrito-- há um problema novo: esses modelos estão ficando mais difíceis de achar. Já não se encontra tão facilmente modelos baratos das grandes marcas, como Samsung, LG e Motorola. Estas estão investindo mais nas faixas de mercado seguintes, as dos celulares de médio e alto custos.
Essas duas faixas são para usuários um pouco mais experientes, que por ventura já passaram pelo celular de baixo preço e que agora exigem mais recursos e desempenho, mas ainda sem gastar demais. Aqui já vemos modelos com telas de cinco polegadas e processadores quad-core, mais rápidos que os da categoria anterior.  A alta dos preços também "empurrou" muitos consumidores a comprar um celular mais caro.
O próprio Moto G, citado no início do texto, foi por algum tempo um bom exemplo de médio custo, ao lado do Microsoft Lumia 640 (R$ 699) e o Samsung Galaxy J5 (R$ 900). No entanto, a linha vem encarecendo a cada atualização, e na sua versão 2016, custa R$ 1.299, o dobro do original de 2013, em parte por culpa da inflação, em parte por melhorias no seu hardware. Assim, ele entrou na categoria seguinte, de alto custo, ao lado do Samsung Galaxy A5 (R$ 1.660) ou do Moto X Play (R$ 1.509).
"O dólar alto inviabilizou a venda dos modelos de entrada. Não dá mais dinheiro [para as fabricantes] vender por R$ 700, e sim por R$ 1.200. O Moto G é um exemplo disso, ao forçar o aparelho para essa faixa de preço. Mas não quer dizer que o consumidor seja diferente hoje, ele está sendo forçado a comprar por esses preços mais altos", diz Oliver Römerscheidt, gerente de tecnologia da consultoria GFK no Brasil.
Esse fenômeno é explicado por dois fatores. Um deles é econômico. O fim da Lei do Bem no ano passado --que desonerava as fabricantes de celulares do PIS/Cofins e fazia cair o preço de smartphones até R$ 1.500--, a alta do dólar e a recessão como um todo mexeram com esse mercado, levando a absurdos como o iPhone 6S Plus de 128 GB, que custa na loja oficial da Apple R$ 4.899 --o equivalente a 6,2 salários mínimos.
O outro fator tem a ver com reposicionamento dos produtos. Os celulares da faixa intermediária gradativamente vêm trazendo especificações que antes só eram vistas nos celulares top, em parte para justificar a alta dos preços. São exemplos disso o Moto G Plus, com leitor de identificação digital; a linha Zenfone 2 da Asus, com 4 GB de memória RAM; e o K10 da LG, com tela de 5,3 polegadas e belo design. Desses, o mais caro é o Moto G Plus, por R$ 1.499.
"O que era top lá atras hoje é intermediário. Com isso, as peças também barateiam a fabricação. Uma tela de cinco polegadas custava US$ 50, hoje custa US$ 18. A câmera também caiu de custo. Mas no Brasil o dólar aumentou, levando o produto (de fabricação) nacional a ficar mais caros que o comprado lá fora", destaca Henrique Costa, gerente de produto Asus Brasil.

Os mais caros e melhores

Do outro lado, um fenômeno comum é que celulares que surgiram inicialmente com preço premium caiam de categoria em cerca de um ano após o lançamento, embora ainda tenham hardware tão bom ou melhor que modelos mais recentes. É o caso do G4, premium da LG lançado em 2015 que chegou a valer R$ 2.300 mas agora é encontrado facilmente por R$ 1.600.
A categoria premium custa muito e é feita para quem quer os melhores aparelhos e pode pagar por isso, seja por necessidade ou por ostentação. Costumam vir da fabricante mais valorizada do mercado, a Apple, ou com as versões mais novas doAndroid. Suas câmeras podem tirar fotos com mais de 15 MP, ter no mínimo 2 GB de memória RAM e os processadores mais modernos.
Apesar do patamar de preço desta categoria começar em R$ 1.999, os premium lançados do final de 2015 para cá já estão além disso, na casa dos R$ 3.500, como os iPhones 6S e 6S Plus, os Galaxy S7 e S7 Edge da Samsung ou a família Xperia Z5 da Sony. E abrangem até casos curiosos, como o Xperia M5, que surgiu com preço de premium (R$ 2.599) mas tem configurações para estar na de alto custo, que é onde está hoje (pode ser achado por R$ 1.780).

 

Se estivesse viva, Marilyn Monroe estaria completando 90 anos

Se estivesse viva, Marilyn Monroe estaria completando 90 anos

Marilyn Monroe morreu aos 36 anos em 1962.
Mesmo assim, ela continua viva no imaginário coletivo.


Um dos maiores símbolos sexuais de Hollywood, que por trás da couraça de uma loura arrebatadora, escondia uma fragilidade à flor da pele, produto de uma infância cujos fantasmas nunca conseguiu escapar, o mito Marilyn Monroe completaria 90 anos de idade nesta quarta-feira (1).


"Morreu com 36 anos deixando um império fascinante", disse à Agência Efe Martin Nolan, diretor-executivo da Julien's Auctions, a casa que lançou um leilão histórico de objetos pertencentes à diva em comemoração do seu 90º aniversário.
"Ela teve uma infância muito difícil. Cresceu em orfanatos enquanto sua mãe foi internada em um hospital psiquiátrico. Nunca conheceu seu pai. Se casou três vezes, mas nunca encontrou a lealdade nem a proximidade de seus maridos. Escrevia poesia para tentar fugir de sua realidade", contou Nolan, profundo conhecedor da vida da artista.
"Era extremamente vulnerável e insegura", acrescentou. "Por isso, para conseguir a fama, criou essa personalidade de mulher explosiva, voluptuosa e sexual. Ergueu sua própria empresa e fez seus próprios filmes. No final, queria escapar de tudo o que tinha alcançado, mas era grande demais", opinou.
A atriz interpretou inúmeras personagens "loiras burras" em Hollywood, mas não foi uma delas.
Marilyn conquistou três Globos de Ouro - um como melhor atriz de comédia por "Quanto Mais Quente Melhor" (1959) e outros dois honorários como a atriz favorita do público -, foi indicada em duas ocasiões ao Bafta britânico - como melhor atriz estrangeira, por "O Pecado Mora ao Lado" (1955) e "O Príncipe Encantado" (1957) - e deixou suas marcas na Calçada da Fama de Hollywood em 1960.
Sua estrela continua sendo uma das mais procuradas e fotografadas pelos curiosos.
Norma Jeane Mortenson, filha de Gladys Monroe e Edward Mortensen, nasceu no dia 1º de junho de 1926 no hospital do condado de Los Angeles, situado em Boyle Heights, um bairro da classe operária.
Após uma infância dentro de orfanatos, se casou aos 16 anos com James Dougherty, um trabalhador da empresa aeroespacial Lockheed Corporation. O casamento durou apenas quatro anos e eles se divorciaram em 1946, momento no qual 'Jeane' começou a trabalhar como modelo de trajes de banho e a "oxigenar" seu cabelo comprido dando origem à perfeita mistura de inocência e sexo.
Algumas daquelas imagens publicadas nas revistas chamaram a atenção de Howard Hughes, presidente da RKO Pictures, que lhe ofereceu sua primeira audição. Aconselhada pelo agente Ben Lyon, preferiu ouvir a proposta do estúdio rival 20th Century-Fox e assinou seu primeiro contrato: US$ 125 por semana por um período de seis meses. O mito começava a dar seus passos.
A atriz adotou o sobrenome Monroe por ser o da família de sua mãe e se impôs o nome artístico de Marilyn em lembrança de Marilyn Miller, uma das atrizes prediletas de Lyon.
Pouco podia imaginar então que a sessão de fotos que fez nua em 1949 alcançaria um status lendário após sua publicação nas páginas da revista "Playboy" quatro anos depois, o que coincidiu com o começo de seu namoro com a lenda do beisebol Joe DiMaggio.
Marilyn e DiMaggio se casaram em 1954 em plena efervescência artística para a atriz com "Torrente de Paixão", "Os Homens Preferem as Louras" e "Como Agarrar um Milionário".
Nem sequer seu rapidíssimo divórcio de DiMaggio - o casamento não durou mais de nove meses - afetou sua imagem e, com "O Pecado Mora ao Lado", demonstrou de novo sua inegável veia cômica e deixou para a lembrança algumas das cenas imortais do cinema.
No entanto eram cada vez mais frequentes as queixas dos estúdios sobre seu comportamento nos bastidores.
Marilyn chegava atrasada para as filmagens, argumentava supostas doenças para se ausentar e travava uma queda de braço com o objetivo de atormentar produtores, diretores e atores, enquanto aumentavam os rumores sobre romances com diversas celebridades da época.
Apesar disso, ela lutou para demonstrar que podia ser considerada uma atriz séria no filme "Nunca Fui Santa" (1956), no qual conheceu e acabou casando com o dramaturgo Arthur Miller, que soube encaminhá-la e fazer com que brilhasse como nunca.
Assim chegou ao célebre "Quanto Mais Quente Melhor", ao lado de Tony Curtis e Jack Lemmon.
Após seu divórcio de Miller, em 1960, Marilyn rodou seu último filme: "Os Desajustados" (1961), que marcou também o adeus de Clark Gable, outra lenda de Hollywood.
Ninguém poderia prever sua morte naquele fatídico 5 de agosto de 1962, vítima de uma overdose de barbitúricos em sua residência de Brentwood (Califórnia).
Morreu sozinha, atormentada por suas depressões e deixando essa eterna imagem de glamour e sensualidade, à qual sempre acompanhará uma imperturbável imagem de misticismo.

"The Voice" cogita troca da Claudia pela Ivete e da Ivete pela Claudia

"The Voice" cogita troca da Claudia pela Ivete e da Ivete pela Claudia


Já é muito grande a movimentação nos bastidores do "The Voice", só que a Globo, consultada sobre o que pode vir de novidade no programa, em suas duas versões, limita-se a informar que "Não estamos sabendo de nenhuma mudança".
E conclui: "Eles só serão fechados mais próximos de suas estreias".
Mas a verdade é que já existem providências em curso e a principal delas na direção das duas figuras femininas, Claudia Leitte e Ivete Sangalo.
Ninguém confirma essa possibilidade, porém, como cartada das mais interessantes, cogita-se um troca-troca entre elas, com Ivete passando a girar a cadeira da edição adulta, e a transferência da Claudia para o modelo infantil. Essa será uma forma de não perder nenhuma das duas, como presenças imprescindíveis, e atender o que o formato estipula como mudanças.
É por aí o caminho. Agora nos resta aguardar pelo desenrolar dos acontecimentos.

Diretor diz que gostaria que casal gay de "Liberdade" tivesse cena de sexo

Diretor diz que gostaria que casal gay de "Liberdade" tivesse cena de sexo


  • Tolentino (Ricardo Pereira) observa André (Caio Blat) dormir em "Liberdade Liberdade"
O termômetro quase instantâneo das redes sociais mostra que boa parte do público de "Liberdade, Liberdade" tem torcido pelo envolvimento de André (Caio Blat) e Tolentino (Ricardo Pereira), segundo o diretor de núcleo de "Liberdade, Liberdade" Vinícius Coimbra. Até então apenas sugerido, o interesse entre o coronel e o irmão de Joaquina (Andreia Horta) pode tomar forma de uma maneira mais caliente na novela.
"A homossexualidade nas novelas é sempre levada para o lado do afeto, não da atração sexual. Acho que, por ser uma novela das 23h, essa relação passa por uma coisa carnal. Junto com afeto tem um tesão físico", afirma.
Vinícius, que garante não saber o destino reservado pelo autor Mário Teixeira aos personagens, afirma que gostaria de dirigir uma cena de sexo entre os dois.
"Eu tinha vontade de fazer isso, vai depender do que o texto possa sugerir. Como é um tema polêmico, vou conversar com a direção da casa. O que eles defendem é que, se aquela relação foi bem construída, vai ser aceita. Nosso histórico mostra isso. Se o público não está preparado, não aceita. Teve a rejeição no início de 'Babilônia', era o primeiro capítulo, a gente ainda não conhecia aqueles personagens. Foi uma rejeição natural. O Félix (de 'Amor à Vida) foi sendo construído, todo mundo torcia pelo beijo. Não dá para generalizar. Vamos ver a cena que vem. Acho que essa é uma das tramas mais bem construídas da novela, colocada tijolinho por tijolinho", diz.
Numa cena recente, Tolentino demonstrou seu desejo por André ao admirá-lo enquanto o fidalgo fingia dormir. "Acompanhei no Twitter e vi que o público está muito envolvido com a história dos dois. Estendi o tempo da cena. Quis que eles entrassem na pele do Ricardo, que sentissem o mesmo. Sugeri que ele fosse desnudando o peito do Caio. Queria que as pessoas pensassem: 'Será que ele vai tocar?'. isso. Foi uma cena longa, sem nenhuma fala, mas as pessoas se envolveram", afirma.
Mateus Solano, que interpreta o Intendente Rubião na novela das 23h e já protagonizou um beijo gay ao lado de Thiago Fragoso em "Amor à Vida", diz que os colegas têm uma ótima oportunidade em mãos com os personagens.
"Quando fiz o Félix, a Globo botou o beijo porque percebeu que não perderia audiência. O que eu acho muito legal, e disse isso para o Ricardo Pereira, é que ele pode fazer a primeira bicha sem pinta da TV. Isso é muito importante, porque o gay é sempre pelo lado da comédia, afetado. Esse é um lugar mais 'Brokeback Mountain', dois machos se pegando. É uma oportunidade muito bonita, que eu até queria ter tido com o Félix, mas salgando a santa ceia não dava", brinca.